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" Sorrir é viver, parar é morrer "


 

Eu amo-vos meus amores...para todos vocês um Feliz Natal ;)

Minha vida sóis vós =D

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24
Dez09

Parabéns princesa =)

por Andreia

 

Bem sei que já te dei os parabéns e as prendinhas e bla bla bla...mas não posso deixar de fazer aqui um post inteiramente dedicado a ti ;)

PARABÉNS! =)

Já sabes como és importante e especial para mim Bianca de Sá Viana...já sabes que sem ti a minha não faz qualquer sentido...e por isso e por todas aquelas palavras, todos aqueles momentos eu te adoro para além da vida eterna «3

Obrigada por tudo minha princesa =D

Beijinhos adoro-te assim sem fim*

Andrea Facinelli

 

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23
Dez09

Feliz Natal =)

por Andreia

E bem aqui deixo o meu post de Feliz Natal ;)

Ainda não sei se postarei um novo capítulo de "The Princess Love"...mas fiquem atentos =)

Beijinhos e obrigada,

Andrea Facinelli

 

E um Feliz Natal com Peter Facinelli =P

Delicioso não?!

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Bem aqui vos deixo mas um capítulo de "The Princess Love", posto-o hoje porque amanhã não sei se venho...espero que gostem ;)

Quero comentários pessoal =P

Beijinhos e obrigada,

Andrea Facinelli

 

Capítulo 8 – O apoio mais importante de toda a vida…

Já era segunda-feira, e eu tinha passado o fim-de-semana enfiada no quarto a chorar. Eu sentia tanto ódio dele…mas tanto!

Levantei-me e fui tomar um banho rápido…escolhi uma roupa para os tons do cinzento. Naquele dia era a cor que mais me caracterizava.

Sequei-me e vesti as minhas calças de ganga habituais e uma camisola cinzenta com carapuço. Calcei as minhas botas com um bocadinho de salto, agarrei na bolsa e sai de casa. Nesse dia não levei a Anne à escola, pois tinha sido a minha mãe a ir levá-la.

Assim que tranquei a porta de casa liguei o meu mp3 e meti os phones. Estava a tocar a música “Mágoa de Sal”. Lágrimas escorriam pelo meu rosto.

Cheguei a escola e vi Peter ao longe, ele estava com Mike e com John. Decidi ir para um banco longe do sítio de onde ele estava.

Sentei-me e abracei os joelhos com os braços enquanto chorava cada vez mais. Tirei uma fotografia de família que tinha na minha carteira…uma fotografia do Natal do ano passado, onde estávamos todos felizes…mais lágrimas escorreram dos meus olhos.

Nesse momento senti alguém a tocar-me no ombro. Olhei para trás e vi que era Peter…e chorei ainda mais.

- Que se passa Bia?! – perguntou ele muito preocupado enquanto se sentava e me enrolava nos seus braços.

- O…meu…pai…saiu…de…casa! – respondi entre soluços e abraçando-o com força.

- Oh princesa…não fiques assim. Se calhar foi melhor assim. – disse ele enquanto me fazia festas suaves nas costas para me acalmar.

- Eu…sei…que foi melhor! Mas… - olhei-o nos olhos, mal conseguia decifrar cada centímetro da sua cara devido às lágrimas que teimavam em sair dos meus olhos, mas mesmo assim continuei a falar – Mas…ele…levou…a…amante…e…a…filha!

Quando ouviu tais palavras ele enrolou-me mais nos seus braços e fechou as suas mãos com alguma força…ele sentia raiva. Eu sabia-o porque ele só fechava as mãos daquela maneira quando sentia raiva de alguém ou de alguma coisa.

Não consegui perguntar-lhe o que tanto o enervava…simplesmente limitei-me a abraça-lo com mais força e a esconder a minha cara no seu peito. Ele cheirava a algo parecido com mel…mas não era o seu perfume, visto que ele usava o perfume Hugo Boss e o cheiro não era nada parecido…era mesmo o cheiro dele. Inspirei aquele aroma suave e delicado…e por estranho que pareça sentia-me mais calma.

Nesse momento a campainha tocou para entrar…instantaneamente afastei-me dele, mas os seus braços não me deixaram sair.

- Queres mesmo ir à aula? – perguntou olhando-me nos olhos…e enquanto limpava a minha face com uma das suas mãos.

- Quero…não posso faltar se não depois tenho que ouvir a minha mãe. – respondi sorrindo.

- E já estás melhor? – perguntou enquanto me largava dos seus braços.

- Sim estou…obrigada. – respondi enquanto esfregava os olhos.

- De nada…já sabes que eu estou sempre aqui princesa. – disse enquanto se levantava. Esticou-me a mão para me ajudar a levantar…dei-lhe a mão sem hesitar. O seu toque era tão suave…tão macio!

Fomos em direcção à sala sempre de mãos dadas…só me dei conta disso quando passamos pela nossa turma e todos olharam para nós com cara de admirados. Não consegui ter nenhuma reacção e deixei que todos nos vissem de mãos dadas…apesar daquilo não significar o que eu mais queria.

- Bom dia meus amores! – disse Íris assim que nos viu.

- Bom dia Íris. – disse Peter enquanto me fazia círculos na mão com o seu dedo.

- Bom dia melhor amiga. – disse sorrindo-lhe.

- O John hoje não vem? – perguntou Peter a Íris, enquanto me continuava a fazer os tais círculos na mão.

- Não…está doente. – respondeu ela desanimada e depois olhou para mim a sorrir – E tu já estás melhor?

- Sim já…obrigada. – respondi sorrindo.

- Hum…acho que vamos ter de falar. – disse ela assim que me olhou bem nos olhos.

Eu nunca lhe conseguia mentir…nem a ela nem ao Peter...nunca cheguei a perceber o porquê, mas acho que se devia ao facto de os meus olhos ficarem tristes quando eu estava triste.

- Ok…quando quiseres falamos. – respondi.

- Bem vamos entrar? – perguntou Peter.

- Sim vamos. – respondi não largando a mão dele…olhei para ele e vi-o a sorrir enquanto olhava para as nossas mãos.

- Vamos. – respondeu Íris logo a seguir a mim.

E assim fomos os três para a sala, eu e Peter fomos sempre de mão dada. Sentamo-nos nos nossos habituais lugares.

A stora de matemática entrou nesse momento e num acto espontâneo larguei a mão de Peter…olhei para ele e vi-o a ficar triste ao mesmo tempo que olhava para mim.

- Obrigada. – sussurrei sorrindo-lhe assim que ele me olhou nos olhos.

- Não tens de que princesa. – sussurrou sorrindo-me também.

- Bem vamos lá começar a aula. – disse a stora Elizabeth – Hoje vamos dar o teorema de Pitágoras.

Enquanto a stora escrevia no quadro, Peter desenhou no seu caderno um coração com uma frase que me marcou:

“Adoro-te eternamente Beatriz Cullen”

Ele olhou para mim nesse momento e sorriu-me…instantaneamente sorri-lhe também e desenhei um coração no meu caderno também:

“Eu adoro-te para lá da vida eterna Peter Summers”

Vi-o a sorrir e a corar…e pareceu-me ver um certo brilho no seu olhar, um brilho especial, de quando se ama alguém.

- Amo-te. – sussurrei baixinho, mas porém um bocadinho alto pois Peter ouviu.

- Que dizes-te? – perguntou olhando-me nos olhos.

- Adoro-te. – menti…apesar de lhe querer dizer naquele momento que o amava mais que a minha própria vida.

- É…eu também te adoro. – respondeu um pouco triste, e de seguida mexeu os lábios e formou uma palavra que me pareceu ser um “Amo-te”.

Não disse mais nada durante a aula e evitei ao máximo olhar para ele…aquelas palavrinhas que foram ditas durante estes anos todos, todos os gestos…começaram a surgir na minha cabeça como uma flecha.

Será possível que ele também me amava??!!

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Bem e aqui fica mais um capítulo de "The Princess Love"...espero que gostem ;)

Tenho a dizer que ao escrever este capítulo me vieram as lágrimas aos olhos...é triste, mas aprendi com isto e muito mais =)

Beijinhos e obrigada,

Andrea Facinelli

 

Capítulo 7 – A separação…

Estávamos a três semanas das férias…e estavam a porta os últimos testes. Nesse dia cheguei a casa cedo…pois tinha que estudar para História e Inglês, tinha teste as duas disciplinas no dia seguinte. O que valia é que depois era fim-de-semana.

Sentei-me na secretária do meu quarto e liguei a aparelhagem baixinho…eu só conseguia estudar com música, estava a tocar a música “My Heart Will Go On” da Celine Dion…eu amava aquela música, por isso deixei estar e abri o livro de História. Decidi começar por História, pois era a disciplina onde havia mais coisas para estudar.

Estava a meio da matéria quando o telefone tocou. Levantei-me e fui atender, pois estava sozinha em casa com Anne. Era o meu pai a dizer que hoje não ia dormir a casa, pois o carro tinha avariado no caminho, ele tinha ido ao Porto nesse dia. Achei aquela conversa um bocado estranha mas não disse nada. Ele pediu-me para dar o recado a minha mãe e desligou.

Tentei esquecer aquele telefonema estranho e voltei aos estudos. Quando estava a acabar a matéria de História já eram horas de jantar. Com os nervos só comi uma sandes e bebi um copo de leite. E de seguida voltei para o meu quarto, como estava frio tirei as folhas com a matéria de Inglês do dossier e deitei-me na cama a estudar.

Eram 10 da noite quando o meu telemóvel tocou, desconcentrando-me dos estudos. Resolvi ler a mensagem, era de Peter:

“Olá princesa…tudo bem contigo? Então como está a correr o estudo? Tens dificuldades na matéria de Inglês? Beijos adoro-te.”

Eu tinha algumas dificuldades a Inglês e Peter sabia-o…decidi responder à mensagem:

“Olá meu anjo…comigo está tudo bem e contigo? O estudo está a correr bem e o teu? Por enquanto ainda não. Beijos também te adoro.”

Esperei pela resposta dele que não tardou a chegar, pois ele respondeu logo:

“Comigo também está tudo. O meu também está a correr bem. Ok…ainda bem, se precisares de alguma coisa diz…eu agora vou dormir, já estudei tudo. Beijo dorme bem adoro-te minha princesa.”

Respondi:

“Ok eu digo…beijo dorme bem também te adoro.”

Tentei voltar a estudar outra vez…mas Peter não me saia da cabeça. A cada dia que passava eu estava mais apaixonada por ele e isso não era nada bom, pois o amor não era correspondido.

Já eram 11 da noite quando adormeci…acordei muitas vezes à noite com frio. Devia de estar a ficar doente.

Acordei já eram 7:45…tinha que me despachar, pois tinha o teste de Inglês logo à primeira hora. Levantei-me e deu-me uma tontura, tentei ir para a casa de banho para ir tomar banho…mas não consegui, tive que me sentar na cama.

- Mãe! – gritei…pois achava aquilo muito estranho.

- Que se passa Beatriz??!! – disse a minha mãe quando entrou no quarto muito preocupada.

- Não sei mãe…levantei-me normalmente e deu-me uma tontura. – acabei por dizer olhando-a nos olhos.

- Hum…tiveste frio de noite? – perguntou-me enquanto se aproximava e metia a mão na minha testa para ver se estava quente.

- Sim tive…e bastante. – confessei.

- Ui…a tua testa está a arder! Deixa-me pôr-te o termómetro. – disse minha mãe passando a sua mão várias vezes na minha testa.

E assim ela meteu-me o termómetro na boca e esperei até que este apita-se…quando este apitou marcou 40º de febre.

- Bem…tu estás a arder em febre Beatriz! – disse a minha mãe assim que olhou para o termómetro.

- Ai…eu hoje tenho dois testes! Tenho que ir, para levantar as notas! – queixei-me…pois se não fosse aos testes ia ter negativa no final do período.

- Mas tu assim não podes sair de casa…podes piorar Beatriz Cullen! – disse ela com uma voz autoritária.

- Pronto ok…eu fico em casa. – disse entristecida.

- No próximo período levantas as notas minha querida…vá não fiques assim. A mãe agora tem que ir trabalhar, se precisares de algo liga-me.

- Ok mãe…e quem vai pôr e buscar a Anne a escola?

- Hum…eu vou lá pô-la e se vir por lá o Peter digo para ele a vir trazer. – disse minha mãe enquanto saia do quarto.

Decidi mandar uma mensagem a Peter e a Íris a avisar que hoje não ia às aulas, e pedir para eles avisarem os professores.

Primeiro mandei mensagem a Íris:

“Bom dia minha estrelinha. Tudo bem contigo? Olha hoje eu não vou poder ir às aulas…estou a arder em febre. Se poderes avisa os stores. Beijinhos adoro-te”

Logo a seguir mandei ao Peter:

“Bom dia meu anjo. Tudo bem contigo? Olha eu hoje não vou às aulas…estou a arder em fere. Se poderes avisa os stores. Beijinhos adoro-te”

Assim que acabei de mandar a mensagem ao Peter recebo uma mensagem da Íris:

“Bom dia meu amor. Comigo está tudo…então que se passou?! Vê lá se ficas melhor…qualquer coisa diz que vou aí num instante. Eu aviso ;). Beijinhos também te adoro”

Tentei fechar os olhos para voltar a dormir…pois tinha dormido muito mal durante a noite. O meu telemóvel tocou outra vez…era uma mensagem de Peter:

“Bom dia princesa. Comigo está tudo bem…então? Queres que vá para ao pé de ti? Eu aviso ;). Beijos também te adoro”

Decidi responder…pois se não lhe respondesse dentro de cinco ou dez minutos já lá estava em minha casa:

“Não sei…fiquei doente, deve ser alguma virose. Não é preciso vires…obrigada, mas eu fico bem =). Beijinhos”

Passado um minuto ele respondeu:

“Espero bem que fiques bem minha princesa, assim que acabarem as aulas vou ter contigo. E não tens que agradecer. Beijos adoro-te mesmo muito e não suporto a ideia de te perder.”

Fiquei parva a olhar para a mensagem dele e não consegui responder…aquelas últimas palavrinhas ficaram a ecoar na minha cabeça, o que fez com que eu ficasse com uma dor de cabeça muito grande. Tentei adormecer mais uma vez…e lá consegui.

Acordei com alguém a bater-me à porta…devia ser Íris, ou então Peter. Lá me levantei a muito custo, ainda com algumas tonturas. Abri a porta e lá vi a pessoa mais bonita do universo. Era Peter.

- Entra. – disse-lhe assim que abri a porta.

- Obrigado. – disse ele assim que entrou – Então como estás?

- Um bocadinho melhor. – respondi desviando o olhar do seu…pois sempre que ele me olhava com aquele olhar terno, doce e preocupado eu ficava…fora de mim.

- Trouxe-te os apontamentos das aulas de hoje. E a stora de Inglês e a de História disseram que fazias o teste na próxima sexta.

- Ok…obrigada. – agradeci olhando para ele e sorrindo. Ele sorriu-me também.

- De nada princesa. Bem parece que tenho que ir buscar a tua irmã, não é verdade?

- Parece que sim.

- Então deixa-me lá ir…daqui a nada já cá estou outra vez. Ficas bem, não ficas? – perguntou-me ele preocupado, mas com o seu sorriso maravilhoso nos lábios. Ai…eu estava cada vez mais apaixonada por ele!

- Sim fico…vai lá. Não te atrases! – disse enquanto o empurrava para a rua.

- Eu vou, eu vou! – respondeu a rir-se e assim foi buscar Anne e Lilian.

Eu decidi ir fazer um lanche enquanto ele não chegava. Fiz torradas com chá de limão e esperei por eles na sala.

Assim que eles chegaram Anne veio se sentar no meu colo.

- Estás melhor mana? – perguntou.

- Sim estou meu amor…agora vamos lanchar para depois ires fazer os trabalhos da escola. – disse-lhe enquanto lhe beijava a testa com bastante carinho.

- Ok mana. – respondeu ela enquanto saltava do meu colo e se serviu. Eu servi-me também.

- Bem eu agora tenho de ir para minha casa…a minha mãe deve estar à espera, mas se precisares de algo manda-me mensagem que eu venho logo. – disse Peter fazendo-me uma festa na face.

- Uhuh…a Bia é a minha cunhada! – disse Lilian.

- Lilian! – disse Peter olhando para ela com um olhar autoritário.

Eu e Anne começamos a rir-nos.

- Vai lá então…eu já estou melhor não te preocupes, e se precisar de algo digo. Obrigada melhor amigo! – disse olhando para Lilian e depois para Peter.

- Ok eu vou…de nada princesa. Adoro-te. – disse ele enquanto me beijava a testa.

- Eu também te adoro. – respondi sorrindo. Ele retribuiu-me o sorriso e saiu de minha casa com Lilian.

Acabei de comer e Anne fez o mesmo. Tirei as coisas da mesa enquanto Anne vai para o seu quarto fazer os trabalhos de casa.

Enquanto estava a lavar a loiça a minha mãe chegou a casa. Ela vinha muito cansada…tinha vindo desde o trabalho, que ficava a quilómetros de distância, a pé.

- Então filha estás melhor? – perguntou-me assim que entrou na cozinha.

- Sim estou…obrigada mãe! – respondi sorrindo.

- De nada. Agora vai lá descansar um bocado enquanto eu fico aqui a acabar de lavar a loiça.

- Ok mãe.

E assim fui para o meu quarto. Liguei a televisão e estava a dar os Morangos com Açúcar.

Nesse momento o meu pai entrou em casa com compras…começou a discutir com a minha mãe outra vez, e depois de ela lhe ter dito que eu estava doente veio ter comigo.

- Como estás filha? Queres ir ao médico? – perguntou-me já calmo.

- Estou melhor…não é preciso. Amanhã se não me sentir melhor vou. – respondi sorrindo.

Assim que acabei de falar ele saiu do meu quarto e foi ter com a minha mãe.

- Emily arranja as minhas coisas que eu vou sair de casa! – disse ele aos berros.

Como é que ele era capaz de pedir tal coisa??!! Se ele queria sair que saísse, mas que arrumasse as coisas dele – pensei para mim mesma.

Vi Anne a dirigir-se à cozinha e fui atrás dela e puxei-a até ao meu quarto. Ela não podia assistir aquilo.

- Vamos ficar aqui as duas caladinhas. – disse-lhe sussurrando e fazendo-lhe festas no cabelo.

- Ok mana. – disse ela com pequenas lágrimas a formarem-se no seu rosto. Tentei me controlar para não chorar, quando ouvi a porta da rua a bater.

Fui a janela ver o que se passava…e vi o meu pai a sair no carro que era da minha mãe com uma mulher morena com o cabelo pelos ombros e uma miúda loira com cabelos compridos.

Afastei Anne da janela e controlei-me ao máximo para não chorar e não desatar ali a gritar!

Naquele momento eu só o odiava…sentia nojo e raiva dele. Como é que ele era capaz??!! Como??!!

A minha mãe entrou nesse momento no quarto e olhou para mim…tentei dizer-lhe através do olhar que precisava de ficar sozinha.

- Anda Anne…vamos comer. – disse ela puxando a minha irmã consigo.

E assim saíram as duas do quarto…eu fui fechar a porta a chave, e deitei-me na minha cama a chorar.

Naquele momento só sentia dor…dor por amar e odiar uma pessoa da minha família…uma pessoa a quem chamava “pai”!

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Bem aqui vos deixo mais um capítulo de "The Princess Love" espero que gostem =)

A música "Jardins Proibidos" é considerada a música do casal "Peter & Bia"...a razão está explicita no capítulo ;)

Comentem =P

Beijinhos e obrigada,

Andrea Facinelli

 

PS: um muito obrigada ao "Peter"...sem ti nada na minha vida fazia sentido...eu amo-te de verdade!

 

 

Capítulo 6 – Elogios…

 

Lilian e Anne ficaram na sala a ver televisão…estava a dar as “Navegantes da Lua”. Anne adorava aqueles desenhos animados, e ao que parece Lilian também.

- Queres ir para o meu quarto? – perguntou-me Peter.

- Hum…pode ser. – respondi.

A casa dele era linda…era uma vivenda, com dois andares. No andar de baixo estava a sala, a cozinha, o quarto dos pais, e uma casa de banho. O seu quarto e dos irmãos ficava no andar de cima, com uma casa de banho em cada quarto, e ainda tinha uma pequena salinha.

Entramos no seu quarto…este era grande e lindo. Tinha um estúdio, com uma colcha em vermelho, que combinava com as cortinas vermelhas. Notei que na sua mesinha de cabeceira tinha uma moldura com uma foto nossa…

Lembrei-me do dia em que a tiramos…foi no 6º ano, no final do ano…estava a tocar a música “Jardins Proibidos” do Paulo Gonzo…eu e ele estávamos abraçados a ouvir aquela maravilhosa música, e Íris tirou-nos uma fotografia sem nos apercebermos.

- Lembras-te de quando a tiramos? – perguntou Peter interrompendo os meus pensamentos.

- Claro que lembro…eu ia matando a Íris…odeio quando ela me tira fotos sem eu me aperceber. – respondi entre risos.

- Que mazinha! – disse Peter entre risos.

- Pois sou…quando quero.

- Eu sei. Bem que vamos fazer?

- Hum…que tal karaoke?

- Boa ideia. – disse Peter enquanto ligava o computador e metia o CD de karaoke – Que música queres cantar?

- Hum. - olhei para a fotografia – “Jardins Proibidos”.

- Boa escolha.

Comecei a cantar aquela maravilhosa música…olhei para ele e sorri-lhe…ele também me sorriu.

- O que andam os meninos aqui a fazer? Nas cantorias? – perguntou a mãe de Peter assim que entrou no quarto. Ela era loira, com os olhos da cor dos de Peter. Chamava-se Sarah.

- Sim mãe…a Bia estava a cantar. – disse Peter.

- Olá Sr.ª Sarah. – cumprimentei-a envergonhada. Eu já a conhecia desde os meus 9 anos…mas mesmo assim não deixava de me sentir envergonhada, e agora mais do que nunca…visto que amava o seu filho.

- Olá Beatriz. Então está tudo bem contigo? – disse ela.

- Sim está…obrigada. – disse eu cada vez mais envergonhada.

- De nada minha querida. Estás cada vez mais bonita e simpática. Ainda te vou ver como minha nora. – corei nestas últimas palavras – Ah…trata bem dela Peter…ela é boa menina.

- Eu trato mãe. Pois é…é uma menina muito especial. – disse Peter sorrindo-me.

Corei ainda mais ao ouvir tais palavras. O meu telemóvel tocou nesse momento. Peguei nele e vi que era uma mensagem de Vincent. Pensei em ignorá-la…mas era melhor não…Vincent era um bom amigo, e já me tinha apoiado bastante…por isso decidi ler a mensagem:

“Bia…preciso de falar contigo. Se poderes vem ter comigo ao campo da bola perto da minha casa. Beijos.”

Fiquei sem saber o que fazer…se ficava com Peter ou ia ter com Vincent. Olhei para Peter e ele sorriu-me…sorri-lhe também. Decidi ir ter com Vincent, ele precisava de mim.

- Peter tenho que ir. O Vincent precisa de falar comigo…desculpa. – disse a Peter, assim que a sua mãe saiu do quarto.

- Tens mesmo de ir??!! – disse Peter…notei um pouco de tristeza na sua voz. Aquela tristeza quase que me fez ficar lá com ele…mas não podia, Vincent precisava de mim.

- Sim tenho…desculpa, mas eu não o posso abandonar…ele já me ajudou muito e agora é a minha vez de o ajudar. – disse enquanto pegava na minha bolsa.

- Ok…vai lá ter com o Vincent. – disse Peter bruscamente.

Aquela atitude dele magoou-me, controlei-me ao máximo para não chorar.

- Até amanhã e desculpa Peter. – disse enquanto saia do seu quarto a correr.

- Que se passou minha querida? – perguntou-me a mãe de Peter quando passei por ela, com as lágrimas nos olhos.

- Não é nada Sr.ª Sarah…eu tenho que me ir embora. – disse escondendo as lágrimas – Anne vamos embora!

- Vou já mana. – respondeu a minha irmã.

- O Peter já me vai ouvir…eu disse-lhe para te tratar bem, e agora vejo-te assim. Ele já vai ver. – disse a mãe de Peter.

- Ele não me fez nada. – respondi – Agora tenho de ir. Até qualquer dia.

- Adeus minha querida, volta sempre que quiseres. És sempre bem-vinda. – disse a mãe dele.

- Obrigada. – disse enquanto saia. Assim que sai as lágrimas que tentava esconder começaram a escorrer pela minha face.

- Que tens mana? – perguntou-me Anne preocupada. Limpei as lágrimas assim que ouvi a voz dela.

- Não se passa nada. Temos que nos despachar. – disse enquanto lhe dava a mão e puxava-a para andar mais depressa.

Chegamos a casa e já lá estava a minha mãe. Ela era linda…tinha o cabelo e os olhos da mesma cor que os meus. Chamava-se Emily.

- Olá mamã. – dissemos eu e Anne ao mesmo tempo.

- Olá filhas. – disse minha mãe. Notei que ela tinha uma negra no olho esquerdo…devia ter sido o meu pai a fazer aquilo, mas nem perguntei.

- Bem eu vou ter com o Vincent, ele disse que precisava de falar comigo…já volto. – disse enquanto poisava a bolsa na secretária do meu quarto.

- Ok Bia. Não voltes tarde…olha o teu pai. – disse minha mãe.

 - Não volto mãe. – disse ao sair de casa. Mas era o que me apetecia…assistir aqueles gritos era demais…eu já estava farta.

Peguei no meu telemóvel para ver se Peter me tinha mandado alguma mensagem...mas nada. Lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto outra vez.

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Bem aqui vos deixo mais um capítulo de "The Princess Love"...espero que gostem ;)

Tenho que agradecer mais uma vez ao "Peter" por me ter ajudado e apoiado na altura mais díficil da minha vida...Obrigada!

Beijinhos,

Andrea Facinelli

 

 

 

Capítulo 5 – Confissões…

Finalmente tocou para o fim da aula…aquela aula custou a passar. Ia a sair da sala quando Peter me agarrou no braço.

- Agora vais me contar o que se passa contigo. – disse-me.

- Tenho mesmo que contar? – perguntei olhando para o chão.

- Sim tens. Não te quero obrigar a nada…mas estou preocupado, preciso de saber o que se passa contigo. – disse fazendo-me uma festa na face.

- Pronto eu conto. São os meus pais…agora lá em casa só há gritos…e eu já não aguento mais…não aguento! – disse abraçando-me a ele…enquanto chorava. Não lhe contei tudo, porque…tinha vergonha.

- Oh princesa…não fiques assim. Tu não tens culpa…e vai tudo passar, é só uma fase. – disse abraçando-me também ao mesmo tempo que me beijava o cimo da cabeça.

- Não sei se passa…tu não sabes o que custa! Eu…não consigo me concentrar em nada…eu…desci as minhas notas! – disse entre soluços.

- Bia…não chores por favor! – disse limpando-me as lágrimas.

Olhei para ele…e ele sorriu-me, sem conseguir resistir aquele sorriso…sorri-lhe também. Fomos interrompidos por Catherine.

- Desculpem…sabem a sala onde vamos ter a próxima aula? – perguntou ela.

- Sim sabemos…podes vir connosco. – disse-lhe afastando-me de Peter e esfregando os olhos.

- Eu…adoro-te. – sussurrou-me Peter ao ouvido enquanto ia ter com Catherine.

Estremeci ao ouvir aquilo…

- Vamos Cath?

- Sim vamos. – respondeu-me Cath – O rapaz não vem?

- Vem. Não vens Peter? – enquanto falava olhei-o nos olhos…ele estava com um olhar triste.

- Sim vou. – respondeu Peter com uma certa tristeza patente na sua voz.

- Então ele chama-se Peter? – perguntou Cath.

- Sim chama-se. – respondi tentando sorrir.

- Oh bolas…tenho que ir ao cacifo buscar o equipamento. – disse Peter olhando para o relógio.

- Espera por mim…que eu também tenho que ir buscar o meu. – disse-lhe.

- Vamos ter Educação Física? – perguntou Cath.

- Sim vamos. – respondeu Peter – Dá-me a tua chave e vai andado para o ginásio que eu já te o levo.

- Ok. Toma. – disse enquanto lhe dava a chave do meu cacifo – Anda Cath.

Eu e Cath fomos andando para o ginásio enquanto Peter foi ao cacifo. Fomos todo o caminho a falar.

- Tu e o Peter namoram? – perguntou-me Cath quando chegamos ao ginásio.

- Achas??!! Não…somos só grandes amigos. – respondi-lhe…enquanto aquelas palavrinhas ficaram a ecoar na minha cabeça.

- Hum…ok. – disse Cath – Entramos ou ficamos aqui a espera do Peter?

- Ficamos a espera dele. – respondi.

Eu queria tanto que a nossa amizade passa-se a algo mais…mas isso era impossível, ele jamais iria olhar para mim, principalmente quando tinha raparigas bonitas como a Joanne atrás dele. Comecei a imagina-lo a andar com Joanne…e tive que me controlar ao máximo para não chorar, imagina-lo com ela, custava-me tanto…doía muito…doía principalmente porque o amava e queria-o comigo.

- Bia estás bem??!! – perguntou-me Peter preocupado…nem reparei que ele já tinha chegado ao pé de nós.

- Sim…estou. – disse esfregando os olhos.

- De certeza? – disse ele agarrando-me os braços.

- Sim…de certeza. – disse sorrindo-lhe – Trouxeste-me o meu equipamento?

- Sim trouxe. Toma. – disse dando-me o equipamento e as chaves do cacifo.

- Obrigada, vamos?

- De nada, vamos.

Olhei para o meu lado e não vi Cath…fiquei preocupada.

- A Cath?!

- Já foi para dentro com o resto da turma.

- Ah…ok. Nem dei por isso, devo me ter distraído.

Não dissemos mais nada até estarmos na porta dos balneários.

- Beatriz…prometes-me que me vais contar sempre tudo o que se passa contigo? – perguntou-me Peter.

- Sim prometo. – disse sorrindo-lhe.

- Ainda bem. Vemo-nos na aula, adoro-te. – disse ele entrando no balneário dos rapazes.

- Eu amo-te. – sussurrei baixinho, e entrei no balneário das raparigas. Vesti o equipamento e fui para o salão de ginástica. Nós andávamos a dar ginástica de solo.

Peter já lá estava…estava ao pé de Mike e John. Íris entrou logo atrás de mim e foi ter com eles. Eu sentei-me no banco que estava a porta…e fiquei a olhar para Peter. Eles estavam a falar de algo divertido, pois Peter não parava de rir.

A stora Sophie entrou nesse momento. Ela era loira, de estatura média e tinha o cabelo liso.

- Bem meninos vamos lá correr a volta do salão e depois vamos montar os colchões. Hoje é dia de avaliação. – disse a stora.

Levantei-me e comecei a correr a volta do salão, assim como o resto da turma.

- Que se passa contigo Bia? – perguntou-me Íris quando passou por mim…indo depois ao meu ritmo.

- Nada…porque perguntas? – respondi-lhe…nesse momento Peter passou por nós…e também começou a ir ao nosso ritmo…indo connosco.

- Por nada…é só porque não foste ter connosco. – respondeu Íris. Olhei para Peter…ele também estava a olhar para mim.

Joanne foi contra ele de propósito…senti lágrimas traiçoeiras a saírem dos meus olhos, e parei de correr…indo só a andar, deixando-os passar a minha frente.

- Bem já chega de corrida…agora vamos montar os colchões e isso. – disse a stora.

Paramos todos de correr e fomos montar os colchões no chão e essas coisas todas.

- Agora vamos formar grupos de quatro. – disse a stora – Beatriz, Íris, John e Peter vão para aquele colchão.

Já não quis ouvir o resto dos grupos…o meu mundo tinha parado ali…ficar no grupo dele. Já tinha ficado no grupo dele muitas vezes…mas nunca a Educação Física…a disciplina que mais odiava, e que me custava mais.

- Bia queres ser a primeira? – perguntou-me Íris.

- Não…pode ser um de vocês primeiro. – disse fazendo uma careta.

- Ok… vou eu. Temos que fazer a sequência completa, avião, regulamento a frente engrupado, ponte, regulamento atrás engrupado e pino. – disse Peter.

Não consegui dizer nada…simplesmente fiquei a vê-lo a fazer o exercício…ele fazia aquilo tão bem! Depois seguiu-se John e seguidamente Íris.

- Agora é a tua vez. – disse Peter.

- Não sei se consigo…tenho medo! – confessei.

- Não tenhas…eu estou aqui para te ajudar. Vai, tu consegues. – encorajou-me fazendo-me uma festa na face.

E assim fiz o avião, o regulamento a frente engrupado, a ponte…chegou ao regulamento atrás engrupado, parei.

- Então que se passa Bia? Estavas a ir tão bem. – disse Peter.

- Eu não consigo fazer este…tenho…medo. – disse mais uma vez.

- Claro que consegues…tu és capaz. Anda lá que eu ajudo-te. – disse ele.

- Ok. – disse pondo-me em posição, ele colocou-se ao meu lado e ajudou-me.

Chegou a vez da avaliação…senti medo outra vez.

- Tu consegues! – sussurrou-me Peter ao ouvido.

As palavras dele começaram a ecoar na minha cabeça…e fiz o exercício todo…não parando em nada.

- Muito bem Beatriz. – disse a stora.

Sorri e corri para os braços de Peter.

- Obrigada, sem ti não tinha conseguido. Eu adoro-te. – sussurrei-lhe ao ouvido.

- De nada…e claro que tinhas conseguido, tu é que és muito teimosinha. Eu também te adoro. – sussurrou-me também ao ouvido.

Seguiram-se os outros…concluindo assim a avaliação. Saímos e fomos para o balneário.

Quando sai Peter estava a minha espera a porta do ginásio. Fui ter com ele.

- Queres vir até minha casa hoje? – perguntou-me com um sorriso nos lábios.

- Hum…acho que posso ir. Posso levar a minha irmã comigo? É que os meus pais não tão em casa…e não a quero deixar sozinha lá. – respondi sorrindo também.

- Sim claro. Assim ela fica na brincadeira com a Lilian. – disse Peter.

- Sim, elas dão-se muito bem. Então vamos busca-las?

- Sim vamos. Anda. – disse puxando-me consigo.

E assim fomos buscar Anne e Lilian a escola…e seguimos para casa de Peter.

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09
Dez09

Desabafo...

por Andreia

 Os meus olhos chovem de desilusão, de medo e de arrependimento...queria voltar atrás e mudar tudo aquilo onde errei...queria poder dizer que te amo mas não posso...há algo que me impede de te dizer...algo que eu fiz, e que estou arrependida e agora não tenho como voltar atrás...fiz-te sofrer, e agora quem está a sofrer sou eu, porque te amo e para sempre te vou amar!

 

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Bem aqui fica mais um capítulo de "The Princess Love"...espero que gostem ;)

Beijinhos e obrigada,

Andrea Facinelli

 

 

Capítulo 4 – Sorrisos falsos…
Estávamos em Dezembro…quase nas férias de Natal, os gritos em minha casa tornaram-se piores a cada dia que passava. Anne só chorava…e eu não me conseguia concentrar nos estudos, as minhas notas baixaram imenso.
Nesse dia recebi uma mensagem de Peter:
“Princesa…estou a tua espera a porta da escola, não te demores. Beijos doces como tu…adoro-te mesmo muito”
Respondi-lhe:
“Olá meu anjo…vou tentar me despachar…tenho só que ir por a minha irmã a escola. Beijinhos…também te adoro”
- Anne despacha-te, já estamos atrasadas! – gritei com a voz moderada.
- Já vou…tem calma mana. – respondeu Anne.
Nesse momento recebi outra mensagem de Peter:
“A tua irmã não anda na mesma escola que a minha irmã?”
Respondi:
“Acho que sim. Porquê?”
- Já podemos ir. – disse Anne.
- Vá vamos. – disse pegando na minha bolsa e dando-lhe a mão.
Recebi outra mensagem de Peter:
“Por nada era só para saber =)”
Guardei o telemóvel na bolsa e saímos de casa. Fui por a Anne a escola…a entrada estava Lilian…a irmã de Peter. Ela era tão linda, mas em vez de ter o cabelo loiro como o irmão tinha o cabelo castanho claro, os olhos eram da mesma cor dos de Peter.
- Olá Bia. Olha o meu irmão não para de falar em ti! – disse Lilian assim que me viu.
- Olá Lilian. Oh…é normal, nós somos muito amigos. – respondi não percebendo o motivo de ela ter dito aquilo – Bem agora eu tenho que ir. Adeus…beijinhos adoro-vos.
E sai da escola de Anne dirigindo-me para a minha. Peter estava a entrada com Joanne. Como sempre aquela menina estava a atirar-se a ele. Evitei ao máximo as lágrimas que teimavam a sair, e continuei a andar. Passei por ele e não lhe disse nada.
- Beatriz espera! Eu preciso de falar contigo! – disse Peter.
Fingi que não o ouvia e segui para a sala de aula, já lá estava John a espera da sua mais que tudo.
- Bom dia John. – cumprimentei-o sentando-me no meu lugar habitual.
- Bom dia Bia. Já viste o Peter hoje? – disse John.
- Já…porque? – disse friamente. Falar de Peter naquele momento ia-me deixar ainda mais em baixo.
- Ele chegou a falar contigo sobre algo?
- Não. – disse e virei-me para a frente…esforcei-me para manter a calma e não desatar ali a chorar.
- Bom dia John! – disse Peter sentando-se ao meu lado. Tirei o meu caderno da bolsa e fingi estar a estudar.
- Bom dia Peter. – disse John – Aí vem a minha sereia.
Olhei para a porta e vi Íris, sorri-lhe e ela retribui o sorriso enquanto vinha na nossa direcção. Cumprimentou John com um beijo muito apaixonado, e depois cumprimentou Peter com dois beijos na bochecha.
- Bom dia minha coisinha mais linda! – disse-me beijando-me a bochecha.
- Bom dia minha estrelinha. – disse dando-lhe um beijo na bochecha também.
- Então Peter hoje vamos dar o tal passeio? – perguntou Joanne a Peter…ela estava na mesa do lado a nossa. Senti uma raiva dentro de mim…tentei controlar-me.
- Eu já…tenho coisas combinadas. – respondeu Peter.
Nesse momento entra uma aluna nova na sala…ela era tão linda…morena, cabelos castanhos escuros e olhos castanhos. O cabelo dela…era muito comprido. Ela sentou-se na mesa em frente da minha.
- Olá…eu sou a Beatriz, és nova por aqui? – perguntei-lhe.
- Olá…sim sou. – respondeu – Ah…eu sou a Catherine.
- Prazer em conhecer-te Catherine. – disse sorrindo-lhe. Ela sorriu-me também.
Olhei para Peter…e reparei que ele estava a olhar para mim com um olhar entristecido. Não aguentei mais…e comecei a chorar virando a cara para o lado.
- Bia estás bem? – perguntou-me Peter preocupado.
- Não. – respondi.
- Que se passa?
- Problemas. – disse enquanto me lembrava do ambiente que estava em minha casa…chorei mais.
O professor Kellan entrou nesse momento…ele dava Geografia. Limpei as lágrimas.
Peter escreveu qualquer coisa no seu caderno e depois passou-me para ler:
“Depois quero saber o que se passa…estou realmente preocupado contigo.”
Respondi-lhe na mesma folha:
“Ok…eu depois conto-te no fim da aula…se não tiveres planos com a Joanne.”
Enquanto estava a ler Peter olhou para mim e voltou a escrever na folha:
“Eu não tenho nada combinado com ninguém, e mesmo que tivesse nada mais me importa na vida para além de ti…quando digo que te adoro é porque te adoro mesmo.”
Não consegui responder a tal coisa…por isso limitei-me a acenar com a cabeça. Passamos o resto da aula calados.

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Bem e aqui fica mais um capítulo de "The Princess Love"...espero que gostem ;)

Tenho a dizer que a parte da violência doméstica não é verdadeira...só meti assim para dar mais interesse à história.

Beijinhos e obrigada,

Andrea Facinelli

 

Capítulo 3 – O começo da tristeza…

Nesse dia acordei com gritos…levantei-me para ir ver o que se passava. Assim que entrei na sala…todo o meu mundo parou…tudo aquilo que parecia perfeito, deixou de fazer sentido…

O meu pai estava a bater na minha mãe…a bater com bastante violência…fiquei sem saber o que fazer…simplesmente paralisei a assistir aquela cena. Lembrei-me que Anne podia acordar com tantos gritos…por isso decidi ir ter com ela. Ela não podia assistir aquilo. Jamais iria permitir tal sofrimento a minha irmã.

Cheguei ao quarto de Anne e ela estava a dormir profundamente…não consegui evitar e comecei a chorar. Fui para o meu quarto a correr e fechei a porta a chave. Agarrei-me ao meu peluche da Hello Kitty e chorei sem parar. O meu telemóvel tocou nesse momento…era uma mensagem. Peguei no telemóvel e vi que a mensagem era de Peter…decidi ler:

“Olá princesa…então como estás? Beijos doces como tu, adoro-te muito…Peter”

Enquanto lia a mensagem de Peter, chorava…toquei no berloque que ele me tinha dado pelos anos…decidi responder-lhe a mensagem:

“Olá meu anjo…estou bem e tu? Beijinhos, também te adoro…Bia”

Tive que lhe mentir…ele não podia saber como eu estava…não podia! Ninguém podia saber de nada…nem mesmo Íris.

- Mana, mana…está na hora de ir para a escola. – disse Anne batendo a porta do meu quarto.

Limpei os olhos…e fui me ver ao espelho. Tinha um pouco os olhos vermelhos de ter estado a chorar…mas ninguém iria reparar, por isso decidi abrir-lhe a porta.

- Já está na hora? Os pais já saíram? – perguntei-lhe.

- Sim mana. Eles já saíram. – respondeu abraçando-me.

Abracei-a também e beijei-lhe a testa.

- Eu amo-te miúda…nunca te esqueças. – disse-lhe tentando controlar as lágrimas.

- Eu também te amo mana. – respondeu-me.

- Bem vamos lá. Arranjas os cereais enquanto a mana se veste? – perguntei-lhe.

- Sim claro. – disse ela enquanto ia para a cozinha.

Toquei no berloque de Peter mais uma vez…e escolhi a roupa que iria levar. Optei por umas calças de ganga e uma camisola cinzenta. O cinza representava bem como eu me sentia naquele dia. Fui para a cozinha e comi os meus cereais habituais.

- Vamos Anne. – disse pegando na minha bolsa e dando-lhe a mão. Ela já estava pronta.

Saímos de casa e fui pô-la a escola e segui para a minha. Vi Peter ao longe…mas decidi não ir ter com ele. Nesse dia não me apetecia estar com ninguém. Peguei no meu mp3 e comecei a ouvir música…estava a tocar a música Let It Be. Mais uma vez controlei-me para não desatar a chorar. Senti alguém a tocar-me no ombro, e por isso tirei os phones.

- Bia…estás bem? – era Peter…a sua voz era de preocupação.

- Sim estou. – menti.

- De certeza? É que já tocou.

- Sim de certeza. Então vamos para a aula não quero chegar atrasada. – respondi friamente.

- Beatriz Cullen o que é que se passa contigo? Tu não estás bem…isso nota-se! Não trazes o teu lindo sorriso nos lábios…o teu olhar é triste. Eu sinto-te triste…por favor diz-me o que se passa! – disse Peter agarrando-me no braço.

- Não…se passa nada. – respondi…enquanto lágrimas traiçoeiras teimavam em sair dos meus olhos. Ele abraçou-me e eu não conseguindo afastar-me dele abracei-o também.

- Tem calma Bia…seja o que for que se passa contigo…vai tudo passar! – disse ele beijando-me a testa.

- Obrigada. – agradeci enquanto chorava cada vez mais.

- De nada princesa…eu estou sempre aqui. – respondeu fazendo-me uma festa na face.

Senti-me a corar naquele momento…o meu coração acho que parou…a minha respiração ficou irregular.

- Eu adoro-te princesa…adoro-te mesmo muito! – sussurrou-me ao ouvido.

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