Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

It's my diary

" Sorrir é viver, parar é morrer "

It's my diary

" Sorrir é viver, parar é morrer "

Medo

Uma das coisas que mais tenho medo na vida é da morte. Não apenas da minha, mas principalmente daqueles que amo. Nunca tolerei muito a ideia de alguém deixar de existir. É algo tão estranho, tão sentido. Quando alguém que conheço, mesmo sendo pessoas famosas (como por exemplo: Francisco Adam, Angélico Vieira, Princesa Diana), sinto-me a despedaçar completamente por dentro. Quando vejo alguém a partir começo a pensar naqueles que mais amo, e sinto uma necessidade enorme de os abraçar e mantê-los para sempre bem juntos ao meu peito.

Recordo-me perfeitamente do dia 13 de Janeiro de 2008. Sei que ao inicio controlei demasiado bem as lágrimas, pois queria me mostrar forte. Mas depois, vi aquela caixa castanha a que chamam caixão, e tomei consciência que uma das pessoas mais importantes da minha vida tinha partido. Lágrimas começaram a escorrer pela minha face, queimando-me as bochechas rechonchudas que ela tanto gostava. Um choro incontrolável apoderou-se de mim, e a dor povoou o meu peito de forma bastante avassaladora. Não tive tempo de me despedir dela. Não tive tempo de lhe dizer um último AMO-TE.

No dia anterior, 12 de Janeiro de 2008, fazia precisamente 10 anos que outra das pessoas mais importantes da minha vida se tinha ido. Tenho poucas memórias dela. Mas, juro-vos, as que tenho são as que guardo com mais carinho dentro de mim. Foi com ela que aprendi a andar. Foi com ela que aprendi a detestar comida fria. Foi ela que sempre me tratou como uma princesinha. Apesar de ter estado poucos anos da minha vida com ela, sinto imensas saudades. Queria poder tê-la aqui ao meu lado outra vez para me proteger dos males que este mundo me faz. Porém, sei que ela permanece bem perto de mim. Sei que quando mais preciso é ela que me protege. Sei que é ela o meu anjo da guarda. AMO-A INCONDICIONALMENTE!

10 de Outubro de 1995, foi o dia em que outra das pessoas mais importantes da minha vida partiu. Lembro-me que era ele que me fazia as vontadinhas todas. Lembro-me que bastava eu dizer “eu quero…”, e ele dava-me tudo. Lembro-me das brincadeiras que ele tinha comigo e com os meus primos. Lembro-me de ele me ter ensinado a derreter o gelado e só depois comer. Lembro-me de ele me ensinar a enrolar as fatias de queijo ou de fiambre. Lembro-me que ele me tratava como uma bonequinha de porcelana que ao mais pequeno toque se podia desfazer em pedaços. Tenho saudades. AMO-O!

Não sei ao certo o dia ou mês, mas sei o ano, 1998. Nesse ano partiu outra das pessoas que mais sentido dava a minha vida. As recordações são escassas, mas lembro-me de ele me dizer que eu era a sua princesa. Lembro-me de quando o fui visitar uma vez e ele foi super fofo comigo. Sei que apesar de ele ter partido, ele está lá em cima a olhar por mim, e por aqueles que amo e que ele também ama. E sim, AMO-O!

Com isto tudo aprendi que devemos dar valor aqueles que amamos. Aprendi que devemos dar valor aos nossos pais, aos nossos avós, aos nossos primos, aos nossos tios, e aos nossos amigos. Nunca é tarde para relembrar que amo a minha mãe e que o meu maior medo é perdê-la. Amo o meu pai. O meu primo é, digamos, o meu porto de abrigo, e eu amo-o incondicionalmente. Os meus outros primos são a essência do meu sorriso. Os meus tios são uma parte de mim. A minha melhor amiga. Essa. Sei que quando um dia a perder o meu mundo vai deixar de fazer qualquer sentido. Amo-a, e demasiado. Ela é o meu sol num dia de tempestade. Digamos que é a única capaz de me entender. Os meus amigos são simplesmente tudo para mim, e eu não consigo viver sem eles.

Não quero perder aqueles que amo. Não quero, porque sei que no dia em que cada um deles partir, um pedaço de mim irá também.

Hoje, já vários pedaços foram arrancados de mim, principalmente quatro deles. Mas sabem, é por eles que eu me mantenho aqui, forte e lutadora. Cada um deles deixou em mim uma força única. Força essa que me torna cada vez mais forte, e capaz de ultrapassar tudo.

Obrigada a todos vocês que me ensinaram tanto e me tornaram naquilo que sou hoje. Avô Nélson, avô Elias, avó Néli, e avó Mila, tenho saudades vossas. Mãe, pai, primo, melhor amiga, primos, tios, madrinha e amigos, eu amo-vos mais que qualquer coisa na vida, por isso peço-vos: NUNCA ME ABANDONEM, POR FAVOR.

Aqueles que já partiram digo um: Descansem em paz <3.

Desculpem mas senti necessidade de escrever este texto. A morte do Angélico afectou-me. É tão estranho ver pessoas tão novas a partir. Saber que o meu primo tem praticamente a mesma idade que ele, deixa-me mal e com medo, pois sinto que posso perder o meu primo.

Arrepia-me um pouco a morte dele porque lembro-me que há uns anos atrás quando o Francisco Adam partiu, ele e o resto da banda dos D’ZRT cantaram uma música intitulada “encara a estrada como um perigo”. Cada palavra dita daquela música, hoje faz qualquer sentido em ser dita ao Angélico.

Descansa em paz Angélico Vieira.

Andreia Filipa Pereira

29 de Junho de 2011

Dream

532cf83387f1f483fc822f547767e1e5.jpg

 

Eu, tu, eles (o teu melhor amigo e a minha confidente) e ela estávamos na pequena casa da minha tia mais a minha prima. Tu e ele estavam bastante bêbedos. Ele não parava de se atirar a ela, e tu não paravas de te atirar a mim, contudo rias-te. Afastei-te com todas as forças que tinha, pois pensava que estavas a gozar comigo.

Quando dei por mim não te encontrei, até que a minha tia abriu a porta da casa de banho. Petrifiquei quando vi que ela estava de joelhos e com a cabeça apoiada no meio das pernas dele. Ele estava no meio de vocês. Não consegui ver o que estavas a fazer, mas vi o que ela estava a fazer. A sua boca deslizava sobre o órgão dele. Comecei a entrar em choque. A dor começou a povoar o meu peito, e as lágrimas queriam escorrer pela minha face, contudo eu não as deixei. Respirei fundo e ignorei a dor que sentia.

Puxei-a (a minha confidente), para longe e perguntei-lhe se tu estavas envolvido naquele acto. Ela respondeu-me que não, e a dor que sentia aliviou por momentos. Contudo eu continuava magoada, pois sentia que tinha sido traída. Porém nós não tínhamos nada e tu tinhas o direito de te envolver com quem quisesses. Ouvi a minha tia a dar-vos um sermão, e tu apenas te rias. A dor começava a aumentar de segundo para segundo.

Fechei os olhos e quando os abri tu estavas ali à minha frente a sorrir-me como se nada se tivesse passado. Aproximaste-te de mim tocando-me na face. Notei que querias algo comigo, e isso fez com que eu explodisse.

- Porque te estás a atirar a mim quando já te atiraste a outras?! – inquiri-te com nojo. Sim, naquela altura sentia nojo de ti. Sentia nojo da merda de rapaz que eras.

- Eu só me atiro a ti meu amor. – retorquiste-me com o teu maior sorriso, contudo depois deste uma gargalhada, dando-me a parecer que estavas a gozar, porém eu sabia que estavas bêbedo.

- Amor?! Não me chames de amor quando andas metido com outras! – disse-te afastando-me cada vez mais de ti. Estava descontrolada, e os meus sentimentos por ti estavam a tornar-se em algo mais poderoso que amor.

- Sim, amor. Tu és o meu amor. – aproximaste-te de mim e fizeste-me uma festa na face – Eu não ando metido com outras. – sorriste, porém desta vez não te riste.

- Se sou o teu amor porque andas envolvido com ela?! – inquiri-te tentando controlar as lágrimas que teimavam em sair dos meus olhos. O meu corpo tremia por todos os lados, e o meu coração doía-me como nunca me tinha doído.

- Eu não ando envolvido com ninguém. A única pessoa que quero na minha vida és tu, meu amor! – disseste na maior das calmas enquanto a tua mão deslizava pela minha cara e pelo meu pescoço. Arrepiei-me.

Acordei sobressaltada e olhei para o lado. Nada vi para além de quatro paredes brancas. Suspirei.

Mais uma noite em que tinha sonhado contigo. Mais uma noite em que me disseste que me amavas. Mais uma noite em que me deixei envolver pela tua doce tentação. Mais uma noite em que apenas nós existimos no meu pequeno mundo. Mais uma noite em que voltaste a deixar-me confusa. Mais uma noite em que mexeste comigo.

Com isto tudo aprendi que não vale a pena negar o evidente. Eu amo-te, e ainda me preocupo com o que pensas e com o que sentes. Não consigo seguir em frente, pois tu acabas sempre por me assombrar.

Tenho medo. Medo de fracassar. Preciso de ti, é a única coisa que consigo dizer no meio da confusão que paira na minha cabeça.

 

Andreia Filipa Pereira

19 de Junho de 2011

 

Desculpem qualquer pormenor menos coiso, mas este texto teve como base um sonho que tive :$

Sim, eu sei, tenho uns sonhos um bocado estranhos :\

Btw...espero que gostem ^^

Mudança

Sim sou eu, mas fiquem descançados que não sou psicótica :p

 

Há um ano, quando apareceste na minha vida, eu mudei. Mudei tudo aquilo que era, tudo aquilo que pensava. Mudei para satisfazer os teus caprichos infantis. Mudei para que amasses quem eu era. Mudei por te amar demais.

Tentei mostrar-te diversas vezes a mudança significativa que fizeste em mim. Tentei dizer-te que fui feliz com essa mudança. Tentei que te orgulhasses de mim. Tentei que amasses o novo eu, que no fundo foi criado por ti. Tentei abrir-te os olhos ao verdadeiro amor. Tentei fazer-te feliz. Tentei salvar o mundo por ti. Tentei dar-te a lua e o sol. Mas todas as minhas tentativas e mudanças, nada significavam para ti. Tudo aquilo que fazia por ti, era como um acto desprezado. Todo o meu amor era como lixo para ti. E eu era, simplesmente, uma névoa na tua vida!

Ignoravas-me como se eu fosse uma pessoa invisível. Falavas-me como se eu fosse uma mera conhecida, ou devo dizer, desconhecida. Tu não vias a beleza que tu próprio criaste em mim. Sim, tu transformas-te um patinho feio, num belo cisne. Antes de te conhecer eu era uma rapariga fútil, mimada, ciumenta, egoísta, infeliz, pessimista, fraca. Mas isso era dantes, agora sou precisamente o contrário. A felicidade reina o meu mundo. Os ciúmes passam-me ao lado. O egoísmo é a coisa que mais odeio no mundo. O optimismo é a minha palavra-chave. Sou forte. A menina mimada e fútil que era dantes, agora não existe!

Porém, hoje, magoaste-me mais que qualquer coisa no mundo. Espetaste uma faca bem no centro do meu peito, e como se isso não bastasse ainda a rodaste milhares de vezes. A dor é muita, e o sangue que corre do meu peito provoca em ti uma felicidade nunca antes vista!

Seguro-me bem firmemente na parede e luto contra a dor que reside agora no meu peito. Sem forças, o meu braço escorrega na ombreira da porta, causando assim um enorme corte. Não senti dor, até pelo contrário, senti satisfação! Olho para o corte e vejo o meu sangue a derramar como uma bela fonte. Sorrio feliz, e caminho, agora mais forte, até a gaveta. Tiro de lá uma faca bem afiada. Passo o meu dedo sobre a lâmina, cortando-o. Rio-me sarcasticamente. Faço a lâmina chegar aos meus braços, cortando-os bem fundo. O sangue que dantes corria em mim, começa a cair no chão, como chuva torrencial. Uma lágrima cai dos meus olhos, queimando-me a face. Rapidamente a limpo com a mão, agora suja de sangue.

- Jamais me irás magoar de novo, pois agora quem causa a minha dor sou eu! – grito enquanto o meu corpo cai no chão, já sem forças. Tento lutar contra a escuridão, porém ela não me deixa. Os meus olhos começam-se a fechar, e eu já não tenho forças para os abrir de novo. E assim deixo-me levar pela escuridão. Escuridão essa que foi causada por ti. Uma vez mais, mudaste-me e fizeste com que eu tivesse atitudes que nunca pensei ter. Voltaste a criar um novo EU!

Andreia Filipa Pereira

17 de Junho de 2011

 

Ps: http://www.conteconnosco.com/trabalho-detalhe.php?id=792 - continuem a votar por favor :$ Votem todos os dias, é mesmo importante :$

A descoberta do amor

Aos olhos do mundo ela era um exemplo de rapariga. Vestia-se com roupas de menina de colégio, e as suas atitudes eram de jovem respeitadora. Palavrões não existiam no seu dicionário, e atitudes de menina mal criada, ela simplesmente não sabia o que eram. A inocência reinava o seu corpo e a sua mente. Isto, aos olhos do mundo.

Quando virava costas ao universo que a rodeava, as roupas de menina de colégio iam para dentro do caixote, e as roupas de sedução ocupavam o seu corpo. As camisolas com grandes decotes emolduravam o seu peito na perfeição, e as mini saias por cima do joelho ficavam-lhe lindamente.

Durante o dia ela era a jovem inocente que todos conheciam, que todos adoravam e idolatravam. Mas durante a noite, essa doce rapariga era sugada pelas forças maliciosas e tornava-se em algo completamente oposto aquilo que ela era realmente.

Todas as noites ela se vestia com roupas sensuais e saia para a rua, indo para a esquina mais próxima. Vendia o seu corpo aqueles que lhe davam dinheiro e poder.

Foi numa dessas noites que conheceu Martim Salvatorre, um dos jovens mais cobiçados e mais ricos da região. Assim que os seus olhos castanhos esverdeados tocaram os de Martim de cor esverdeada, ela rendeu-se aos seus encantos.

Nessa noite eles envolveram-se fisicamente, mas trocaram números de telemóvel para que um dia mais tarde, ou digamos, brevemente, pudessem voltar a estar juntos. Porém, como ambos são teimosos e digamos que pouco corajosos, nenhum deles ligou ou mandou mensagem a marcar um encontro.

Quis o destino que estes dois jovens se encontrassem à entrada da escola de Filipa Menezes, a doce menina que era idolatrada por todo mundo mas que não passava de uma mera personagem criada por si para fugir a sua verdadeira identidade.

Os olhos de Martim começaram a correr o corpo das esbeltas raparigas que ali se encontravam, até que parou num corpo seu conhecido. Ele ergueu o olhar e deparou-se com os olhos chorosos de Filipa.

Filipa estava chorosa, pois agora o seu segredo podia ser descoberto, e assim ela iria deixar de ser livre. O seu corpo tremia, e o seu cérebro não conseguia pensar. Ela queria sair dali, porém a sua mente dizia-lhe para ficar ali.

Martim caminhou firmemente até ela e alcançou a sua cintura com as mãos delicadas. Os seus lábios foram contra os de Filipa de uma forma urgente, e a sua língua ligou-se a dela de maneira grandiosa. Os braços dela rodearam o seu pescoço, e assim ela prolongou ainda mais aquele beijo.

 

Andreia Filipa Pereira

15 de Junho de 2011

 

Gostaram?! Queria vos pedir opinião: acham que deva continuar? Querem lêr o resto da história?

É que eu acho que isto está meio "podre" :x

Kiss e desculpem se vos desiludi :\

Verdade

Foste muito mais que uma paixão de verão. Foste muito mais que uma paixão de uma noite. Foste muito mais que um amor de um ano. Tu foste a vida, a mudança, a felicidade, o sorriso, o choro, o riso, a tristeza, a alegria, a mágoa, a preocupação, resumindo, foste tudo!

Foste muito mais que uma história inacabada. Foste muito mais que o meu sol e a minha vida. Foste muito mais que o sangue que corre nas minhas veias. Foste muito mais que o ar que respiro. Foste muito mais que a força que faz bombardear o meu coração. Tu foste, muito mais do que tudo aquilo que está ao nosso alcance. Tu foste a minha conquista mais inalcançável! Sim, confesso que te conquistei, pois só quem conquista é capaz de receber todos aqueles olhares, e todos aqueles sorrisos.

Hoje, passado um ano e quase um mês, ainda continuas a ser muito mais que o inalcançável! É por seres assim, confuso, inalcançável, impossível, que eu te amo tanto!

É por me deixares confusa que eu perco as forças e me deixo levar por este sentimento. É por me perder nos teus olhos que caiu na tua tentação. É por me perder no teu sorriso que me deixo levar por toda esta felicidade. É por te amar demasiado que teimo em não esquecer-te!

Amar-te nunca foi um erro, e nunca o será, porque foi ao amar-te que cresci. Foi ao amar-te que aprendi o verdadeiro significado de felicidade. Foi ao amar-te que mudei, mudei para melhor. Foi ao amar-te que me apercebi dos meus piores erros. Foi ao amar-te que descobri a força que existe dentro de mim. Foi ao amar-te que aprendi a ter orgulho em mim. Foi ao amar-te que aprendi a pintar o mundo a minha maneira. Por isso digo, uma vez mais, que amar-te será sempre uma lição de vida!

Sei que entre nós ficou muita coisa por dizer, muita coisa por fazer, mas a nossa história é um capítulo fechado da minha vida. Um capítulo do qual tenho o maior orgulho! E não, a nossa história não ficou inacabada, simplesmente ficou parada por tempo indeterminado, até que algum de nós tome a coragem de mostrar aquilo que sente. Mas até lá, temos que seguir em frente!

Amo-te, e essa será a verdade para o resto das nossas vidas! Tu marcaste-me, e bastante, e é por isso que irás permanecer em mim para sempre.

Por mais que o tempo passe, jamais me irei esquecer de ti, e de tudo aquilo que passamos. Por mais que o tempo passe, o meu sorriso irá ser feito por ti! Por mais que o tempo passe, eu irei pertencer-te. Por mais que o tempo passe, eu irei amar-te!

Para sempre a tua miúda, e essa é a dura e a cruel verdade!

 

Andreia Filipa Pereira

14 de Junho de 2011

Dream Summer III

Capítulo 3 - Confissões

 

Ele estava a ser tão querido, tão fofo! Afinal ele merecia o meu amor, pois só uma pessoa assim podia merecer um amor tão intenso e sincero.

- O que foi isto?! – inquiriu Cameron curiosa, assim que ele virou costas.

- Não foi nada de mais. – sorri tentando afastar a pequena esperança que presidiaem mim. Sim, tudo começava a fazer sentido agora, tudo apontava para que ele gostasse de mim, mas eu não me queria iludir, pois tudo não podia passar de uma simples e mera ilusão.

- Pois sim, engana-me que eu gosto. – retorquiu Cameron fitando-me tentando perceber através dos meus olhos o que se passava. – Anda aí coisa entre vocês, e se muito me engano não irá faltar muito para vocês ficarem juntos. – concluiu sorrindo. Ela torcia tanto para que a nossa história resultasse.

- Oh, não digas parvoíces Cameron. – baixei o olhar. Ficar com ele era o que mais queria neste mundo, mas o pensamento de ele não querer o mesmo matava-me completamente. – Nós nunca iremos ser mais do que simples amigos.

- Logo falamos querida. – sorriu-me – Hum, e que tal bebermos um shot? – inquiriu-me tentando animar-me.

- Uhuh, sim! – respondi sorrindo. Eu não estava triste, até estava bastante feliz, mas a incerteza de não saber o que ele sentia deixava-me completamente em baixo.

- Vocês são umas viciadas! – disse Sophie entre risos.

- Sim, sim Sophie! – deitei-lhe a língua de fora – Tu vais beber connosco.

- Ok, mas eu só bebo um daqueles bem fortes. – riu-se.

- Está bem. O Patrick é perito em fazer shot’s fortes. – ri-me e depois olhei para ele. Ele olhou para mim e sorriu-me esplendorosamente, sorri-lhe também. – Gosto muito de ti. – murmurei-lhe mexendo apenas os lábios. O sorriso dele tornou-se maior.

- Eu também gosto muito de ti. – retorquiu também mexendo os lábios. Senti-me a corar, e baixei o olhar envergonhada. A esperança que residia em mim tornava-se cada vez maior, e os meus sentimentos por ele estavam a soltar-se de mim como por magia.

- Bem, vamos beber os shot’s ao balcão ou alguém vai lá pedi-los? – perguntou Cameron interrompendo os meus pensamentos.

- Hum, podemos ir beber ao balcão. – respondi sorrindo. Tudo o que eu mais queria era estar ao lado dele e senti-lo bem perto de mim.

- Então embora lá! – retorquiu Cameron levantando-se. Ri-me e levantei-me, seguida de Sophie. Fomos as três em direcção ao balcão, e assim que lá chegamos o seu olhar fitou o meu bastante intensamente, fazendo-me cair uma vez mais nesta doce loucura. – Puto, são três shot’s fortes! – pediu Cameron a Patrick. Desmanchei-me a rir por causa da maneira como ela falou com ele. Ele não pareceu ouvir pois estava a fitar-me intensamente, o que a irritou e a fez berrar. – Oh Patrick! – guinchou.

- Ah?! – desviou o olhar do meu e olhou para ela. Ri-me mais, e ele deitou-me a língua de fora.

- Andas no mundo da lua puto? – perguntou amuada. Tentei controlar o riso.

- Não, estava só distraído, desculpa. – pediu baixando o olhar envergonhado. Não percebi aquela sua atitude, mas pronto deixei passar, uma vez mais.

- Na paz. – sorriu-lhe – São três shot’s fortes!

- Ok, eles estão já a sair! – retorquiu e depois olhou para mim sorrindo esplendorosamente. Retribui o sorriso e embalei-me na música que estava a tocar: “One” dos Swedish House Mafia. – Aqui estão os shot’s, espero que estejam bons! – disse assim que acabou de os fazer.

- De certeza que estão! – retorqui sorrindo e pegando no meu shot.

- Veremos. – teimou Sophie enquanto pegava no seu shot.

- É, concordo. – disse Cameron pegando no seu shot. Eu e Patrick rimo-nos da atitude delas. Era incrível como nós estávamos em sintonia.

Olhei para Cameron de forma a desafia-la a fazermos o nosso famoso brinde. Ela respondeu-me sorrindo, e deduzi que isso fosse um sim. Fiz o nosso brinde, e assim bebemos aquele maravilhoso e único shot. Nunca tinha bebido shot’s tão bons como aqueles.

- Uhuh, estava forte, mas amei! – disse entre risos.

- Ainda bem que gostas-te! – retorquiu Patrick entre risos e piscando-me o olho. Senti-me a corar e baixei o olhar envergonhada.

- Vou dar uma volta pela praia, estou a ficar com calor. – disse, inventando uma desculpa para sair dali. Precisava de pensar sobre tudo aquilo que se estava a passar com Patrick. Precisava de fugir um pouco aos meus sentimentos.

- Ok, se precisares de algo manda mensagem. – retorquiu Cameron sorrindo. Sorri-lhe de volta, como forma de agradecimento.

- Ok, mas estás bem? – indignou-me Sophie preocupada.

- Sim estou, não te preocupes. – respondi-lhe sorrindo e dando-lhe um suave beijo na bochecha.

- Está bem, então! – beijou-me a bochecha e depois sorriu-me, e virou costas indo se sentar na mesa onde estávamos. Cameron acompanhou-a.

Olhei para Patrick e vi que ele me estava a fitar atentamente. O seu olhar parecia preocupado.

- Passa-se algo? – fitou-me ainda mais atentamente.

- Não, só preciso de apanhar ar, o shot caiu-me mal. – retorqui sorrindo-lhe.

- Está bem, vai lá que eu já lá vou ter contigo. – sorriu-me enquanto me piscava o olho.

Derreti-me com aquele seu gesto e respondi-lhe apenas com um sorriso. Virei costas e rumei até a praia.

Na suave e doce areia estavam pequenas espreguiçadeiras laranjas. Deitei-me sobre uma delas, e fitei o céu estrelado e brilhante.

Senti o cansaço a invadir a minha mente, e os meus olhos começaram a fechar-se aos poucos. Quando dei por mim, já estava a dormir.

Acordei ao sentir a água sobre os meus pés. Abri os olhos lentamente e reparei que estava a flutuar no grande oceano, mas conseguia avistar a pequena praia.

- Annabelle! – gritou uma doce voz da praia. Olhei para lá e vi que era Patrick. Tentei responder-lhe, mas a voz falhava-me. Estava a começar a entrar em desespero.

Ele despiu a sua camisa e as suas calças e começou a nadar até mim. Assim que me alcançou envolveu o meu corpo com os seus braços, e remou até a margem.

Poisou o meu corpo sobre a suave areia, e as suas mãos deslizaram sobre o meu rosto. O seu rosto estava demasiado perto do meu. Conseguia sentir o seu doce hálito a mel sobre os meus lábios, e isso fez-me ansiar por si. Aproximei o meu rosto do seu, e ele afastou-se.

- Porque te afastaste? – indignei-lhe confusa com a sua atitude.

- Porque quero fugir ao que sinto! – retorquiu-me baixando o olhar.

- E porque queres fugir ao que sentes?! – perguntei-lhe cada vez mais confusa. Não conseguia entender o porque daquilo tudo.

- Porque sei que me vais magoar. – respondeu fitando-me atentamente.

Petrifiquei com as palavras, e não consegui responder a tal coisa. Como é que era possível ele pensar aquilo acerca de mim?! Eu amava-o demais, era incapaz de o magoar!

Senti as lágrimas a formarem-se nos meus olhos, e tentei limpa-las de modo a que ele não as visse. Tremia de frio, visto que estava toda molhada. Ele atento, aconchegou-me no seu colo tentando aquecer-me com o seu calor. E essa atitude fez-me saltar as tampas.

- Porque estás a fazer isso?! Não me aproximes de ti, se não queres nada comigo! Pensas que te vou magoar, mas quem me está a magoar és tu! – explodi, e as lágrimas que teimava em esconder começaram a escorrer pelo meu rosto.

- Porque estás a falar assim comigo?! – indignou-me confuso.

- Porque me estás a magoar com as tuas atitudes! – retorqui-lhe friamente enquanto me levantava, mas porém ele puxou-me, fazendo-me cair sobre o seu corpo.

Os nossos rostos estavam a pequenos milímetros de distância. A sua respiração tornou-se irregular, assim como a minha. O seu hálito tocava nos meus lábios fazendo ansiar por um beijo seu. E sem estar a espera, os seus lábios uniram-se aos meus.

A sua língua intercalou-se com a minha, envolvendo-se a mim num misto de emoções e sentimentos. Os seus lábios moviam-se em conformidade com os meus, mostrando a todos o sentimento que nos unia.

Separamo-nos apenas para recuperar o fôlego, e assim que o recuperamos voltamos ao beijo que era cada vez mais intenso.

- Amo-te Annabelle! – retorquiu entre beijos.

Afastei-me dele e sorri-lhe imensamente. Tinha a certeza que os meus olhos cintilavam bastante.

- Também te amo, e jamais te irei magoar, meu Patrick! – ele sorriu-me com um brilhantismo tal em seus olhos, e de seguida beijou-me ainda mais apaixonadamente.

Naquele momento só existíamos nós e nada mais. Não importava o sítio onde estávamos, apenas importava os nossos sentimentos e desejos.

 

FIM

 

E aqui fica o último capítulo de "Dream Summer" (:
Espero que tenham gostado e comentem, quero saber as vossas opiniões ^^

Kiss (K)

Dream Summer II

a352a83ed6155e2d9540b53b593ab5b8.jpg

 

Capítulo 2 – Reacendimento

 

Estava cada vez mais nervosa, os segundos passavam parecendo horas. E toda a paixão que sentia por ele reacendeu-se como por magia. Os seus olhos pareciam fogo incandescente ao fitarem os meus, e faziam-me sentir cada vez mais apaixonada por ele. O seu sorriso era tão único que me fazia deseja-lo como no primeiro dia de toda a nossa história.

- Não me lembro. – respondeu deitando-me a língua de fora e sorrindo muito amavelmente.

Será que ele estaria a brincar ou estava a falar a sério?!

- Não te lembras mesmo? – indignei confusa. Senti as minhas bochechas a arder, aliás toda eu ardia. Ardia de desejo por ele.

- Não. – retorquiu e depois riu-se. Como eu tinha saudades da sua gargalhada! Era tão única e perfeita.

- Ok, desculpa então. – pedi e senti pequenas gotas de lágrimas a formarem-se nos olhos. Limpei-as com a minha mão e depois sorri-lhe. – Podes levar três martinis cola aquela mesa? – apontei para a mesa onde estava Cameron e Sophie.

- Na paz. – disse fitando-me intensamente – Porque estás a chorar Annabelle?

O quê?! Ele lembrava-se de mim?! Aii…ele amava mesmo picar-me!

- Por nada. – respondi-lhe e sorri – Tu és mesmo parvo, dizes que não te lembras de mim só para me picares! Grr, odeio-te! – deitei-lhe a língua de fora e depois ri-me.

- Sempre amei picar-te. – riu-se também, e depois aproximou o seu rosto do meu. – Posso te cumprimentar com dois beijinhos? – inquiriu-me enquanto me fitava com aqueles seus olhos perfeitos.

Lembrei-me de quando lhe pedia para me dar beijos de despedida ou de cumprimento. Era bom voltar a sentir tudo aquilo outra vez, era bom voltar a sentir toda aquela felicidade.

- Claro que podes. – ri-me e aproximei os meus lábios da sua bochecha. Dei-lhe um suave beijo e depois afastei-me sorrindo.

- Afinal sabes ser querida! – sorriu-me e depois também me deu um beijo bastante doce na bochecha.

- Pois sei, aliás eu sou querida. – deitei-lhe a língua de fora e depois sorri imensamente.

- Quando queres. – riu-se e depois acariciou-me a bochecha. – Sabes, já tinha saudades tuas. Fizeste falta naquelas noites, aquilo sem ti não era a mesma coisa.

O quê?! Ele estava a dizer que tinha saudades minhas e que eu fazia falta?! Aquilo só podia ser um sonho, um sonho que quando eu acordasse me iria matar de loucura!

- A sério?! – indignei-lhe cada vez mais rendida aos seus encantos. Os meus olhos deviam de brilhar imensamente, tornando-se em dois plenos espelhos na perfeição. As minhas bochechas deviam estar coradas, pois senti-as a arder completamente.

- Sim, a sério. – sorriu-me amavelmente. – Tu és uma das miúdas do Templo.

Relembrei a noite em que tínhamos estado próximos. Relembrei de quando a Melody tinha dito que eu era a miúda dele. Relembrei todos os olhares e todos os sorrisos trocados naquela altura. E tudo começou a fazer um pouco de sentido. A esperança de ele gostar de mim voltou ao meu coração e a minha mente, e a felicidade tomou conta de mim, e apoderou-se de todo o meu corpo.

- Oh, obrigada. – agradeci timidamente e sorri – Vocês também me fizeram muita falta. – confessei perdendo-me cada vez mais no seu doce e intenso olhar.

- Não tens nada que agradecer, simplesmente digo a verdade. – sorriu-me e vi um certo brilho a apoderar-se dos seus olhos. – Fizemos?

- Claro que fizeram. – sorri imensamente. – Olha vou ter que ir para a mesa, depois levas lá os martinis? E depois quando saíres podemos falar mais um bocado, se quiseres. – baixei o olhar sentindo cada vez mais o poder do seu olhar em mim.

- Claro que levo. – retorquiu-me e puxou-me o queixo para cima com a sua mão suave – Assim que sair vou ter contigo, espera por mim na praia. – sorriu-me fazendo-me uma suave festa na bochecha.

- Está bem. – retribui-lhe o sorriso e fui até a mesa onde estava Sophie e Cameron. Sentei-me e olhei para ele, não conseguindo tirar os olhos dele.

O reencontro com ele trouxe-me de volta toda a felicidade que se tinha fechado quando nos separamos. O seu olhar e o seu sorriso reacenderam a chama do meu amor por si, e tornou-o ainda mais forte do que ao que era no passado. E as suas doces palavras tornaram a reacender a esperança que havia em mim.

Neste momento eu sentia que a nossa história poderia ter um final feliz, um final que iria durar eternamente.

- Então como correu?! – perguntou Sophie impaciente, fitando-me com os seus belos e doces olhos verdes.

- Correu bem. – retorqui-lhe sorrindo imensamente. Estava tão feliz.

- Hum, pelo brilho dos teus olhos vejo que ele se lembra de ti. – disse Cameron sorrindo – E bem, eu vi ali um beijo, ou foi impressão minha?! – inquiriu-me enquanto me olhava com os seus olhos pretos que pareciam duas suaves pérolas negras.

- Foi apenas um beijo na bochecha de dois amigos que já não se viam há muito. – respondi lembrando o seu doce toque na minha bochecha.

- Uhuh, isso já é alguma coisa! – retorquiu Cameron sorrindo mais – Eu sempre disse que vocês iam dar coisa. – riu-se.

- Sim, sim Cameron. – ri-me também, e depois olhei para ele. Ele estava a fitar-me com os seus doces olhos. Todo o fogo desta paixão ardia nas minhas veias fazendo-me deseja-lo cada vez mais.

- Ao menos lembra-se de ti. – conclui Sophie sorrindo e depois olhou para ele – Ele parece-me feliz por te ver! – sorriu-me mais.

Olhei para ela confusa com tal informação, mas ao mesmo tempo a esperança que presidia em mim afirmava que aquilo era verdade.

- Achas?! – indignei-lhe cada vez mais rendida aquele sentimento inexplicável que sentia por ele.

- Não acho, tenho a certeza. – confirmou-me enquanto me piscava o olho.

Sorri-lhe apenas, e depois olhei uma vez mais para ele. Vi-o a terminar os martinis e a pegar neles para ir leva-los a mesa. Desviei o meu olhar, e olhei para Sophie.

- Coração, sabes quando saem as colocações? – perguntei tentando fazer conversa.

- Não meu bem. – respondeu-me sorrindo – Mas eu sei que vais entrar.

- Espero bem que sim. – conclui retribuindo-lhe o sorriso.

- Aqui estão os martinis. – disse Patrick assim que chegou a mesa. Poisou os copos com bastante cuidado enquanto me fitava. Sorri-lhe instantaneamente e ele retribuiu-me o sorriso, depois olhou para Cameron. – Olá Cameron.

- Olá Patrick. – retorquiu-lhe sorrindo.

Ele sorriu-lhe e depois aproximou-se de mim fazendo-me uma doce festa na bochecha.

- Não te esqueças de esperar por mim como combinamos. – sussurrou-me ao ouvido e depois beijou-me a testa. Sorriu-me e depois foi para o balcão, fitando-me sempre muito intensamente.

 

Aqui fica a segunda parte, espero que tenham gostado e comentem ^^

Dream Summer I

Capítulo 1 – Reencontro inesperado

 

Estávamos no Verão. Era de noite e estava um calor abrasador. A lua e as estrelas cintilavam de tal maneira que iluminavam na perfeição a noite escura.

A casa escolhida para a nossa pequena aventura de Verão era um perfeito sonho. Situava-se numa das pequenas praias paradisíacas de S. Martinho do Porto. Algumas paredes do seu exterior eram de vidro, e outras de pedra, o que a tornavam única. O interior era totalmente moderno, e o tom das paredes que separavam as divisões era pérola. Todos os quartos tinham uma pequena casa-de-banho privativa, e uma varanda com vista para a praia que era em forma de concha.

O meu quarto era em tons de rosa, e a cama que estava no meio do mesmo era de uma verdadeira princesa. As cortinas e a colcha eram em tons de rosa também, combinando assim com o tom das paredes. O meu portátil rosa estava em cima da secretária de pinho juntamente com a foto dele, e os meus perfumes estavam espalhados pela bonita cómoda que se situava ao lado da cama. Em cima da mesinha de cabeceira tinha a foto da minha melhor amiga e da minha confidente.

Tirei o meu vestido azul preferido do roupeiro gigante e vesti-o. Calcei os meus sapatos também azuis que combinavam perfeitamente com aquele bonito vestido.

Penteei os meus longos cabelos castanhos escuros que mais pareciam ser pretos, e coloquei um pequeno gancho a segurar o mesmo. Coloquei sombra azul nos meus olhos castanhos esverdeados brilhantes, juntamente com lápis e rímel também azuis, fazendo assim com que estes se sobressaíssem mais.

Sorri feliz ao ver que me encontrava meramente bonita. Notei um certo brilho no meu olhar, que só notava quando ele estava ao meu lado. Fiquei ainda mais feliz, pois ele não estava ali e os meus olhos continuavam a brilhar como se ele ali estivesse, e isso podia significar que já o estava a “esquecer”.

- Já estás pronta Annabelle? – inquiriu-me Sophie, ela era a minha melhor amiga desde que me lembro. Olhei para ela e sorri esplendorosamente. Ela envergava um bonito vestido roxo, o que fazia com que ficasse ainda mais bonita.

- Já. – respondi sorrindo e enquanto pegava na minha mala. – A Cameron também já está pronta?

- Já estou pois! – respondeu Cameron entrando no meu quarto. Esta envergava um bonito vestido preto que fazia sobressair ainda mais a sua beleza natural.

- Vamos? – perguntou Sophie enquanto sorria. Eu amava o seu sorriso! Era tão único e tão perfeito!

- Sim! – respondemos eu e Cameron em coro, coisa que nos fez rir as três.

Saímos de nossa casa, e fomos até ao bar da praia que se situava a pequenos metros da mesma.

Comecei a ouvir a música proveniente do bar e lembrei-me das noites que passei ao lado dele. Sorri ao relembrar tudo aquilo que vivi.

- Bem parece que o bar está animado! – comentou Cameron assim que avistamos o bar.

- Pois parece. – retorquiu Sophie sorrindo.

Sorri apenas, pois os meus pensamentos voavam muito longe dali. Continuamos a pequena caminhada até ao bar.

- Ficamos aqui na esplanada ou vamos lá para dentro? – perguntou Sophie assim que chegamos a esplanada do bar. Esta tinha estacas a volta, e algumas tochas.

- Eu prefiro ir lá para dentro. – respondi sorrindo.

- Eu também prefiro ir lá para dentro. – retorquiu Cameron sorrindo também.

- Então vamos lá para dentro! – disse Sophie enquanto sorria, e depois entrou, seguindo-se Cameron. No momento em que eu estava a entrar começou a tocar uma das músicas que mais me faziam lembrar dele: “My First Love”. Olhei para o balcão, sem saber bem o porque, e todo o meu mundo parou.

Tentei desviar o meu olhar mas não consegui, pois os seus olhos fitaram os meus intensamente fazendo-me cair, uma vez mais, na sua doce tentação.

- Já viste quem ali está Annabelle? – sussurrou-me Sophie ao ouvido. Desviei o meu olhar dele e olhei para ela recompondo-me.

- Já. – murmurei surpreendida. Como é que era possível ele estar no mesmo sítio que eu?! Como?! Só podia ser o destino, ainda para mais a nossa música estava a tocar.

- Vamos nos sentar naquela mesa? – perguntou Cameron enquanto apontava para uma pequena mesa junto do balcão.

- Por mim. – respondeu Sophie e depois olhou para mim preocupada – Importas-te de ficar ali?

- Claro que não. – sorri e caminhei decidida até a mesa. Sentei-me de frente para o balcão. Sophie sentou-se a minha frente, e Cameron ao meu lado.

Olhei para ele uma vez mais e vi uma certa felicidade no seu olhar. Notei que envergava a sua camisa preta que realçava a sua beleza, e as suas calças de ganga escuras.

- Uhuh, parece que vamos ter os nossos maravilhosos shot’s Annabelle! – disse Cameron assim que reparou quem estava ao balcão.

- É, parece que sim. – retorqui tentando sorrir. Era estranho agora estar no mesmo sítio que ele, era estranho porque tudo aquilo que passamos ainda continuava muito presente mas ao mesmo tempo tão distante.

- Ainda gostas dele?! – inquiriu-me Cameron percebendo que eu não tirava os olhos dele.

- Mentia-te se dissesse que não. – confessei desviando o olhar dele.

- Porque não vais lá falar com ele? – perguntou Sophie tentando animar-me.

- Oh, ele já nem se deve lembrar de mim. – lamentei-me e encarei o pequeno cinzeiro que estava na mesa.

- Nunca saberás se não tentares. – retorquiu-me sorrindo.

- Lá nisso tens razão! – respondi e levantei-me decidida em ir falar com ele. – Alguém quer vir comigo?

- Não, vai sozinha. E já agora traz-nos dois martinis colas. – respondeu-me Cameron sorrindo.

- Está bem. – sorri e fui até ao balcão. Enquanto caminhava até lá os seus doces olhos esverdeados não deixaram de me fitar, o que me estava a por ainda mais nervosa. Suspirei fundo e dei o último passo. – Olá Patrick, ainda te lembras de mim? – disse-lhe um pouco a medo, mas sorri disfarçando.

 

Espero que tenham gostado, e comentem :D

Reencontro

Estava sentada sobre a relva quente daquele maravilhoso jardim. Nele podia observar todos os sítios, ou quase todos, onde vivemos a nossa história. Um sorriso começou-se a esboçar sobre os meus lábios, e o brilho, que em tempos perdi, dos meus olhos era demasiado intenso que ofuscava qualquer olhar que incidia nele.

Olhei em volta, e em cada canto para onde olhava me lembrava de ti e de todos os nossos momentos felizes. A felicidade desse passado voltou ao meu corpo como por magia e eu uma vez mais senti-me bem.

- Olha-o! – sussurrou aquela minha amiga que torcia tanto por nos ver juntos. Olhei para trás e vi-te de cabeça baixa a encarar o chão. Notei que estavas triste, mas como fazia no passado desviei o olhar e fitei a tal amiga. A tua tristeza inquietou-me bastante, porém tentei ignorar esse facto e agi normalmente como se não te tivesse visto.

Tu começas-te a caminhar ao meu lado sem reparares que eu ali estava. Olhas-te para ela e começas-te na brincadeira até que os teus doces olhos da cor da esmeralda entreolharam os meus. Senti uma felicidade enorme a invadir o teu corpo e essa felicidade começou a percorrer o meu corpo e fez-me desejar-te cada vez mais.

Um raio atravessou a barreira que a muito se tinha formado entre nós, e fez com que a magia do nosso amor volta-se aos nossos corpos. Naquele momento apenas nós existíamos. O mundo que nos rodeava começou a parecer névoa. Os teus olhos ganharam um brilhantismo tal que me ofuscou por completo a mente e o coração. E tenho a certeza que o brilho dos meus olhos te despertou um certo interesse e inquietação. Em segundos os teus lábios delinearam um sorriso perfeito, sorriso esse de que eu tinha tantas saudades.

- Olá, então tudo bem? Estás por cá? – inquiriste-me enquanto me piscavas o olho. Esse gesto fez-me derreter mais uma vez.

- Olá, sim está tudo. Estou, mas digamos que estou de passagem. – respondi-te sorrindo imensamente, e tu correspondes-te com a tua bela gargalhada. Ri-me também e vi-te partir enquanto me sorrias.

- Eu bem digo que só tu é que o consegues fazer feliz! – sussurrou a minha amiga interrompendo os meus pensamentos, que agora eram mais uma vez povoados por ti.

Sorri-lhe apenas e deixei que toda aquela felicidade se apoderasse de mim e do meu corpo. Os meus lábios não largaram aquele sorriso que tu criaste, e o meu olhar não deixou de brilhar. Voltaste a fazer-me feliz! E por isso te digo mais uma vez: “Amo-te não só por aquilo que és, mas também por toda a felicidade que me proporcionas”.

Hoje tenho a certeza que a magia que eu sentia quando estávamos juntos era real, e não era apenas eu que a sentia. Tu também a sentias e a prova disso foi o brilho que atravessou o teu olhar assim que me fitaste ao fim de alguns meses de ausência. Irei amar-te para toda a eternidade, e sempre que os meus lábios formarem um sorriso verdadeiro lembra-te que és tu o causador dele. Serás sempre o dono de mim, do meu sorriso e do meu coração!

Andreia Filipa Pereira

6 de Junho de 2011

 

Ps: a parte do reencontro, desde que os olhos dele fitaram os dela, é verdade :$

Pág. 1/2